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Relatos de experiência

O que fica quando a gente sai do quarto

Depois dos atendimentos, os artistas-cuidadores do Método Saracura escrevem sobre o que viveram. Estes relatos mostram o método por dentro: a escuta, a dúvida, o que a música abre e o que ela respeita.

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Por que escrevemos

O relatório prova que estivemos lá. O relato prova que valeu a pena.

  1. 1

    Registrar faz parte do cuidado

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    No hospital, todo profissional registra o que faz. O trabalho não termina quando termina o encontro: existe a ação e existe o registro da ação. Cada atendimento nosso entra no aplicativo de registro, com onde, quando e para quantas pessoas. É nosso relatório, e é com ele que prestamos contas.

  2. 2

    Mas o número não conta o que aconteceu

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    O relatório diz que estivemos no quarto. Não diz o que mudou ali, que decisão tomamos nem o que aprendemos. E a memória guarda a categoria e perde o acontecimento. Por isso o relato se escreve logo depois, enquanto o encontro ainda está vivo.

  3. 3

    Escrever para aprender com a prática

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    Relatar é voltar à própria experiência, examiná-la e aprender com ela. Não é dar opinião sobre o que aconteceu, mas sim investigar a própria prática.

Os relatos

Encontros contados por quem estava lá

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De onde vêm estes textos

Um acervo que forma quem chega

Em 2023, sete artistas escreveram 48 relatos sobre os próprios atendimentos, e a leitura desses textos em grupo mudou a forma de trabalhar e de formar novos artistas. Desde 2026, 116 relatos de campo e 9 da Formação de Artistas-Cuidadores já foram escritos.

Alguns dos relatos desta página foram publicados no livro Cuidar da alma: a humanização no Sabará Hospital Infantil (Fundação José Luiz Setúbal, 2025), que tem artistas do Saracura entre os autores.