Conhecer
Quem somos, como atuamos e o que muda quando a música entra no quarto.
Existimos para provar que sim.
A Associação Saracura Canta Pra Sarar leva música ao vivo a hospitais públicos de São Paulo, forma artistas-cuidadores e reúne pesquisa sobre música e cuidado.
Foto: Gustavo Porto
Conhecer · A Associação
Dentro e fora dos hospitais
A Associação Saracura Canta Pra Sarar é uma organização sem fins lucrativos, que leva o musicar (fazer música junto com quem está no hospital: tocar, cantar, ouvir) a hospitais, forma atuantes e desenvolve pesquisa na área da música aplicada ao cuidado, saúde e bem-estar.
A Associação em página própria, para compartilhar




Plano Anual 2027 aprovado pela Lei Rouanet O Ministério da Cultura aprovou o Canta Pra Sarar · Plano Anual 2027, de R$ 1.018.724,85, para levar música ao vivo a seis hospitais públicos, formar até 40 artistas-cuidadores, publicar cinco livros e abrir dez seminários. O patrocínio é 100% dedutível do Imposto de Renda.
Começa a Formação de Artistas-Cuidadores 2026
O InCor entra na rede do Canta Pra Sarar
Quem somos, como atuamos e o que muda quando a música entra no quarto.
A formação Saracura Canta Pra Sarar, a pesquisa e o que estamos estudando.
Relatórios, contas, projetos e governança, abertos a quem quiser ver.
Apoie pela Lei Rouanet, sem gastar nada a mais, ou fale com a gente.
“…É uma segunda terapia. Se o meu tratamento está no braço esquerdo, a música está no direito.”
Em silêncio pelo corredor No deslocamento, o instrumento não toca. Todo som comunica.
Mãos higienizadas Antes e depois. Protocolos de segurança vêm antes de qualquer regra nossa.
Licença para entrar A dupla se apresenta e pergunta. Um “agora não” é sempre respeitado.
Música feita junto O repertório nasce da conversa com quem está ali.
A despedida A última canção é combinada. A dupla agradece por ter sido recebida e diz se e quando volta. Por que música?
Segura e de baixo custo: Cole e LoBiondo-Wood, 2014, revisão de 17 ensaios com 1.937 adultos internados.
Toque nas notas para ouvir a melodia. Cada nota marca um dos benefícios da música no ambiente hospitalar, escrito ao lado dela.
Conferir a evidência e como entra no atendimento
O que a pesquisa diz. Lee, 2016: metanálise de 97 ensaios com 9.184 participantes, a revisão de referência sobre música e dor. Ting, 2022: 38 ensaios com crianças e adolescentes. A dor relatada cai de forma pequena a moderada, e o efeito é maior quando o paciente escolhe a música (Garza-Villarreal, 2017).
Na prática. A dupla pergunta antes de tocar, deixa o paciente escolher a canção e ajusta volume e andamento ao que ele mostra. A música acompanha o cuidado; nunca substitui a analgesia.
O que a pesquisa diz. Kuhlmann, 2018: metanálise de 92 ensaios com 7.385 pacientes cirúrgicos, com menos ansiedade e menos dor antes, durante e depois da cirurgia. Bradt, 2013 (Cochrane): 26 estudos com 2.051 participantes, com redução da ansiedade pré-operatória, em certeza baixa.
Na prática. Atuamos em salas de espera, na quimioterapia e nos corredores, onde a espera pesa. Quando o paciente pede calma, o repertório fica mais lento e mais baixo.
O que a pesquisa diz. Bradt, 2021 (Cochrane): 81 estudos com 5.576 pessoas com câncer, com menos ansiedade, dor e fadiga, e mais esperança. Muitos estudos têm alto risco de viés, e a certeza é baixa a muito baixa.
Na prática. Metade dos hospitais públicos em que atuamos é de oncologia (ICESP, GRAACC e ITACI). A dupla volta aos mesmos setores com regularidade e retoma as canções de quem já conhece.
O que a pesquisa diz. Peters, 2024: metanálise de 8 ensaios com 441 participantes em que as pessoas tocam, cantam ou criam música (o musicar). Efeito moderado na regulação emocional, maior em intervenções mais longas. Os autores alertam que ainda há poucos estudos bons.
Na prática. Ninguém só assiste: o paciente escolhe, canta, marca o ritmo ou pede para repetir. Musicar junto é o que separa o atendimento de uma apresentação.
O que a pesquisa diz. Rossetti, 2023: ensaio piloto com 160 pacientes e cuidadores numa sala de espera de radioterapia. Com música no ambiente, a ansiedade caiu e a espera pareceu mais curta. Canga, 2012: estudo piloto, sem grupo controle, numa sala de quimioterapia.
Na prática. Nos espaços coletivos, a música é para quem está ali: pacientes, acompanhantes e equipe. O volume e o lugar são combinados com a equipe do setor.
O que a pesquisa diz. Guida, 2019: estudo qualitativo sobre o próprio trabalho do Saracura num hospital de São Paulo, com crianças de até 6 anos. Acompanhantes, músicos e técnicos de enfermagem descrevem distração, sorrisos, canto e mais interação entre criança, família e equipe, que continua depois da visita. Não há grupo controle.
Na prática. Convidamos acompanhantes e profissionais a cantar junto. O repertório da infância e da música brasileira atravessa gerações e abre conversa.
A maior parte dos estudos mede música gravada ou sessões de musicoterapia. A nossa prática é música ao vivo, feita por duplas de músicos no quarto, no leito e nos espaços coletivos. Os resultados indicam uma direção; não garantem o mesmo efeito em cada encontro.
Conferir a evidência e como entra no atendimento
O que a pesquisa diz. Canga, 2012: em uma sala de quimioterapia, a maioria de 52 pacientes, cuidadores e profissionais disse que a música mudou o ambiente. Dois profissionais a acharam perturbadora, por falta de espaço para conversar com os pacientes. É um estudo piloto, sem grupo controle.
Na prática. Em silêncio pelo corredor, volume combinado, mãos higienizadas antes e depois. Os protocolos do hospital vêm antes de qualquer regra nossa.
O que a pesquisa diz. No nosso acervo ainda não há estudo que meça o efeito de música ao vivo sobre o bem-estar das equipes hospitalares. É um objetivo da nossa prática.
Na prática. Quando um profissional pede, a dupla toca para ele também.
O que a pesquisa diz. Sem estudo específico no acervo. É um objetivo da prática.
Na prática. Pausas curtas, combinadas com a equipe do setor, que não interrompem o trabalho clínico.
O que a pesquisa diz. Sem estudo específico no acervo. É um objetivo da prática.
Na prática. Canções que todo mundo conhece, cantadas por pacientes, famílias e profissionais no mesmo espaço.
O que a pesquisa diz. Sem estudo específico no acervo. É um objetivo da prática.
Na prática. Palestras, seminários abertos e o coral de voluntários Revoada, previstos no Plano Anual 2027.
O que a pesquisa diz. No nosso acervo não há estudo que mostre esse efeito com música ao vivo no hospital. É um objetivo da prática, não um resultado medido.
Na prática. Pacientes de longa permanência reencontram a dupla e as canções de que gostam, o que dá à rotina do tratamento um momento esperado.
Seis hospitais públicos de São Paulo, todos com atendimento gratuito pelo SUS.
Pacientes, familiares e acompanhantes, equipes e transeuntes.





Conhecer · Relatos de experiência
Depois dos atendimentos, a gente escreve sobre o que vivemos: a escuta, a dúvida, o que o musicar abre e o que ele respeita.
Conhecer · Impacto
Os nossos indicadores saem dos registros feitos pelas equipes nos formulários de campo, ao fim de cada atendimento, e são revalidados com os relatórios quadrimestrais assinados pelo responsável de cada hospital.
Desde 27 de fevereiro de 2026 · atualizado em 13 de outubro de 2026
quantas pessoas nos receberam frente a frente (ao vivo e a cores)
quantas vezes um quarto, um leito ou um espaço coletivo abriu a porta para nos receber
quanto tempo durou a música nos atendimentos, sem contar deslocamento e espera
em quantos dias houve pelo menos um atendimento
Das pessoas atendidas, 3.201 no Projeto Canta Pra Sarar, da Associação, nos hospitais públicos 11.857 pelo Grupo Saracura, nos particulares
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Aprender · Formação
Percurso gratuito de 70 horas para pessoas interessadas em atuar com música em hospitais: 5 encontros online e presenciais, observação de atendimentos, estágio supervisionado e reflexão escrita sobre as atuações práticas.
gratuitas
certificadas
Teve 20 vagas, termina em dezembro e é um produto do Plano Anual de Atividades Saracura Canta Pra Sarar 2026 (PRONAC 253501).
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Conferir · Transparência
Os documentos estão organizados por exercício e por projeto.
Cada relatório tem uma página própria, com resumo, período e o arquivo completo.
Participar · Apoie
Pela Lei Rouanet, o patrocínio ao Canta Pra Sarar é 100% dedutível: até 4% do imposto devido por empresas no lucro real e até 6% por pessoas físicas que fazem a declaração completa.
Plano Anual 2027 · PRONAC 263893
Projeto aprovado em R$ 1.018.724,85. Metas considerando 100% do valor captado.
Cotas de patrocínio e contrapartidas completas: veja no Apoie.
patrocinio@cantaprasarar.org.br · WhatsApp (11) 91931-6617 · Fernando Bittencourt Estevam, Relações Institucionais