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Artista do Saracura toca violão para uma mãe que segura o bebê no colo, num quarto de hospital

É possível guardar boas lembranças da passagem por um hospital?

Existimos para provar que sim.

A Associação Saracura Canta Pra Sarar leva música ao vivo a hospitais públicos de São Paulo, forma artistas-cuidadores e reúne pesquisa sobre música e cuidado.

Foto: Gustavo Porto

Conhecer · A Associação

Criada para integrar cuidado, ciência e música

Dentro e fora dos hospitais

A Associação Saracura Canta Pra Sarar é uma organização sem fins lucrativos, que leva o musicar (fazer música junto com quem está no hospital: tocar, cantar, ouvir) a hospitais, forma atuantes e desenvolve pesquisa na área da música aplicada ao cuidado, saúde e bem-estar.

Linha do tempo

  1. 2003Músicos começam a cantar para crianças na fila do pronto-socorro do antigo Sabará Hospital Infantil, o Sabarazinho, na Rua Maria Antônia.
  2. 2005–2006O grupo se unifica e adota o nome Grupo Saracura.
  3. 2012Primeiro projeto Canta Pra Sarar, pela Lei de Incentivo à Cultura, é patrocinado pela Libbs e pelo Itaú, e o Grupo passa a atuar também em hospitais públicos de São Paulo.
  4. 2019O Grupo chega a mais de 40 músicos atuando com regularidade em 15 hospitais, públicos e particulares.
  5. 2020Com a pandemia, todas as atividades precisam ser suspensas.
    O grupo se mantém assim, em completo resguardo, até meados de 2022.
  6. 2021É constituída a Associação Saracura Canta Pra Sarar, organização sem fins lucrativos.
  7. 2022Com a reabertura gradual e o avanço mais consistente da vacinação, as atuações retornam, mas em volume mínimo e experimental, ainda em frequência quinzenal e em apenas 2 hospitais, a princípio.
  8. 2024As atuações vão sendo cada vez mais requisitadas e retomam a frequência diária, de antes da pandemia. O primeiro ciclo de estudos permanentes do grupo de pesquisa do Saracura (GPS) é inaugurado.
  9. 2025A Associação Saracura Canta Pra Sarar é qualificada como OSCIP. O Plano Anual de Atividades 2026 é aprovado e recebe o patrocínio da Coloplast e do Itaú. Mesmo com apenas 15% do valor total, o projeto é viabilizado graças a esses apoios.
  10. 2026Depois de 6 anos, é retomado o trabalho de campo nos 6 hospitais públicos de São Paulo (ICESP, GRAACC, ITACI, Hospital São Paulo, Instituto da Criança e InCor), são abertas as inscrições do Ciclo de Formação Saracura Canta Pra Sarar 2026, 100% gratuito, além de tantas outras atividades e entregas previstas e provisionadas pelo Plano Anual de Atividades 2026.
    O Plano Anual de Atividades 2027 é escrito, aprovado com nota máxima e segue em busca de aportes para poder ser executado.

A Associação em página própria, para compartilhar

Navegação rápida

Artista toca violão para um adolescente no leito

Conhecer · Como atuamos

“…É uma segunda terapia. Se o meu tratamento está no braço esquerdo, a música está no direito.”
Héber Clemente, paciente

Um atendimento em cinco momentos

  1. Em silêncio pelo corredor No deslocamento, o instrumento não toca. Todo som comunica.
  2. Mãos higienizadas Antes e depois. Protocolos de segurança vêm antes de qualquer regra nossa.
  3. Licença para entrar A dupla se apresenta e pergunta. Um “agora não” é sempre respeitado.
  4. Música feita junto O repertório nasce da conversa com quem está ali.
  5. A despedida A última canção é combinada. A dupla agradece por ter sido recebida e diz se e quando volta.

Por que música?

Uma intervenção segura e de baixo custo.

Segura e de baixo custo: Cole e LoBiondo-Wood, 2014, revisão de 17 ensaios com 1.937 adultos internados.

Toque nas notas para ouvir a melodia. Cada nota marca um dos benefícios da música no ambiente hospitalar, escrito ao lado dela.

  1. Aliviar a percepção da dor
  2. Reduzir a ansiedade antes e depois de procedimentos
  3. Aliviar sintomas de quem trata um câncer
  4. Ajudar a regular as emoções
  5. Tornar a espera mais leve
  6. Aproximar paciente, família e equipe

Conferir a evidência e como entra no atendimento

Aliviar a percepção da dor

O que a pesquisa diz. Lee, 2016: metanálise de 97 ensaios com 9.184 participantes, a revisão de referência sobre música e dor. Ting, 2022: 38 ensaios com crianças e adolescentes. A dor relatada cai de forma pequena a moderada, e o efeito é maior quando o paciente escolhe a música (Garza-Villarreal, 2017).

Na prática. A dupla pergunta antes de tocar, deixa o paciente escolher a canção e ajusta volume e andamento ao que ele mostra. A música acompanha o cuidado; nunca substitui a analgesia.

O que a pesquisa diz sobre dor →

Reduzir a ansiedade antes e depois de procedimentos

O que a pesquisa diz. Kuhlmann, 2018: metanálise de 92 ensaios com 7.385 pacientes cirúrgicos, com menos ansiedade e menos dor antes, durante e depois da cirurgia. Bradt, 2013 (Cochrane): 26 estudos com 2.051 participantes, com redução da ansiedade pré-operatória, em certeza baixa.

Na prática. Atuamos em salas de espera, na quimioterapia e nos corredores, onde a espera pesa. Quando o paciente pede calma, o repertório fica mais lento e mais baixo.

Aliviar sintomas de quem trata um câncer

O que a pesquisa diz. Bradt, 2021 (Cochrane): 81 estudos com 5.576 pessoas com câncer, com menos ansiedade, dor e fadiga, e mais esperança. Muitos estudos têm alto risco de viés, e a certeza é baixa a muito baixa.

Na prática. Metade dos hospitais públicos em que atuamos é de oncologia (ICESP, GRAACC e ITACI). A dupla volta aos mesmos setores com regularidade e retoma as canções de quem já conhece.

Ajudar a regular as emoções

O que a pesquisa diz. Peters, 2024: metanálise de 8 ensaios com 441 participantes em que as pessoas tocam, cantam ou criam música (o musicar). Efeito moderado na regulação emocional, maior em intervenções mais longas. Os autores alertam que ainda há poucos estudos bons.

Na prática. Ninguém só assiste: o paciente escolhe, canta, marca o ritmo ou pede para repetir. Musicar junto é o que separa o atendimento de uma apresentação.

Tornar a espera mais leve

O que a pesquisa diz. Rossetti, 2023: ensaio piloto com 160 pacientes e cuidadores numa sala de espera de radioterapia. Com música no ambiente, a ansiedade caiu e a espera pareceu mais curta. Canga, 2012: estudo piloto, sem grupo controle, numa sala de quimioterapia.

Na prática. Nos espaços coletivos, a música é para quem está ali: pacientes, acompanhantes e equipe. O volume e o lugar são combinados com a equipe do setor.

Aproximar paciente, família e equipe

O que a pesquisa diz. Guida, 2019: estudo qualitativo sobre o próprio trabalho do Saracura num hospital de São Paulo, com crianças de até 6 anos. Acompanhantes, músicos e técnicos de enfermagem descrevem distração, sorrisos, canto e mais interação entre criança, família e equipe, que continua depois da visita. Não há grupo controle.

Na prática. Convidamos acompanhantes e profissionais a cantar junto. O repertório da infância e da música brasileira atravessa gerações e abre conversa.

A maior parte dos estudos mede música gravada ou sessões de musicoterapia. A nossa prática é música ao vivo, feita por duplas de músicos no quarto, no leito e nos espaços coletivos. Os resultados indicam uma direção; não garantem o mesmo efeito em cada encontro.

Biblioteca do Saracura Música, ciência e saúde 160 estudos sobre música e cuidado, organizados em 15 perguntas: quem foi estudado, com que tipo de música e com que força de evidência. Com as leituras e discussões do Grupo de Pesquisa Saracura. Entrar na biblioteca →

Onde atuamos

Seis hospitais públicos de São Paulo, todos com atendimento gratuito pelo SUS.
Pacientes, familiares e acompanhantes, equipes e transeuntes.

  • Logotipo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo
    ICESPInstituto do Câncer do Estado de São Paulo
  • Logotipo do Hospital do GRAACC
    GRAACCHospital do GRAACC
  • Logotipo do Instituto de Tratamento do Câncer Infantil
    ITACIInstituto de Tratamento do Câncer Infantil
  • Logotipo do Hospital São Paulo (Unifesp)
    HSPHospital São Paulo (Unifesp)
  • Logotipo do Instituto da Criança (HC-FMUSP)
    ICrInstituto da Criança (HC-FMUSP)
  • Logotipo do Instituto do Coração (HC-FMUSP)
    InCorInstituto do Coração (HC-FMUSP)

Como atuamos em página própria, para compartilhar

Relatos de experiência em página própria, para compartilhar

Conhecer · Impacto

Nosso trabalho em números

Os nossos indicadores saem dos registros feitos pelas equipes nos formulários de campo, ao fim de cada atendimento, e são revalidados com os relatórios quadrimestrais assinados pelo responsável de cada hospital.

Desde 27 de fevereiro de 2026 · atualizado em 13 de outubro de 2026

pessoas atendidas
15.058

quantas pessoas nos receberam frente a frente (ao vivo e a cores)

atendimentos
4.506

quantas vezes um quarto, um leito ou um espaço coletivo abriu a porta para nos receber

horas de cuidados musicais
744

quanto tempo durou a música nos atendimentos, sem contar deslocamento e espera

dias com sessões
225

em quantos dias houve pelo menos um atendimento

Das pessoas atendidas, 3.201 no Projeto Canta Pra Sarar, da Associação, nos hospitais públicos 11.857 pelo Grupo Saracura, nos particulares

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Aprender · Formação

Formação de
Músicos Cuidadores

Percurso gratuito de 70 horas para pessoas interessadas em atuar com música em hospitais: 5 encontros online e presenciais, observação de atendimentos, estágio supervisionado e reflexão escrita sobre as atuações práticas.

vagas na turma
20

gratuitas

horas de carga horária
70

certificadas

A edição de 2026

Teve 20 vagas, termina em dezembro e é um produto do Plano Anual de Atividades Saracura Canta Pra Sarar 2026 (PRONAC 253501).

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Conferir · Transparência

Tudo o que sustenta a nossa prestação de contas.

Os documentos estão organizados por exercício e por projeto.

Cada relatório tem uma página própria, com resumo, período e o arquivo completo.

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Participar · Apoie

Dá para apoiar com parte do Imposto de Renda, sem gastar nada a mais.

Pela Lei Rouanet, o patrocínio ao Canta Pra Sarar é 100% dedutível: até 4% do imposto devido por empresas no lucro real e até 6% por pessoas físicas que fazem a declaração completa.

Bebê sorri no colo, durante um atendimento musical

Plano Anual 2027 · PRONAC 263893

O que o seu apoio torna possível em 2027

  • 6hospitais públicos, com atuação semanal
  • 720horas de atuação
  • +90 milpessoas atendidas diretamente
  • 40artistas-cuidadores formados, de graça
  • 10seminários abertos
  • 5livros de distribuição gratuita

Projeto aprovado em R$ 1.018.724,85. Metas considerando 100% do valor captado.

Cotas de patrocínio e contrapartidas completas: veja no Apoie.
patrocinio@cantaprasarar.org.br · WhatsApp (11) 91931-6617 · Fernando Bittencourt Estevam, Relações Institucionais

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